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	Comentários em: Os malefícios do crossdressing	</title>
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	<description>Devaneios de uma crossdresser</description>
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		<title>
		Por: SISSY - UMA ANÁLISE DETALHADA - Dom Barbudo		</title>
		<link>https://feminina.eu/pt-pt/2015/11/15/os-maleficios-do-crossdressing/#comment-34769</link>

		<dc:creator><![CDATA[SISSY - UMA ANÁLISE DETALHADA - Dom Barbudo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 23:51:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[&#8230;] Os malefícios do Crossdressing  [&#8230;]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[&#8230;] Os malefícios do Crossdressing  [&#8230;]</p>
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		<title>
		Por: Sandra M. Lopes		</title>
		<link>https://feminina.eu/pt-pt/2015/11/15/os-maleficios-do-crossdressing/#comment-34757</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Sep 2017 11:38:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://feminina.eu/pt-pt/2015/11/15/os-maleficios-do-crossdressing/#comment-34753&quot;&gt;Roxxy P&lt;/a&gt;.

Ah isso concordo totalmente! Nas palavras do meu psicólogo: lá porque uma pessoa possa ou não ter &lt;em&gt;disforia de género&lt;/em&gt; (o termo legal e científico em Portugal para designar a transexualidade), isso não quer dizer que não tenha uma perturbação da identidade de género, sendo que o termo «perturbação» não deve ser entendido como algo de «errado» mas meramente «um desvio da norma, dentro da diversidade da espécie humana». Ou seja: qualquer pessoa que faça crossdressing está a ter em conta &lt;em&gt;algum&lt;/em&gt; aspecto da sua identidade de género; e, vice-versa, qualquer pessoa que rejeite, nem que muito parcialmente, os condicionamentos sociais em torno do papel e expressão de género binários (nomeadamente, a rejeição que estes estejam de alguma forma fixos à nascença, quando claramente não o estão) muito provavelmente praticarão alguma forma de crossdressing, mesmo que esta não se manifeste fisicamente (ver &lt;a href=&quot;http://crossdreamers.com&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;crossdreaming&lt;/a&gt;).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://feminina.eu/pt-pt/2015/11/15/os-maleficios-do-crossdressing/#comment-34753">Roxxy P</a>.</p>
<p>Ah isso concordo totalmente! Nas palavras do meu psicólogo: lá porque uma pessoa possa ou não ter <em>disforia de género</em> (o termo legal e científico em Portugal para designar a transexualidade), isso não quer dizer que não tenha uma perturbação da identidade de género, sendo que o termo «perturbação» não deve ser entendido como algo de «errado» mas meramente «um desvio da norma, dentro da diversidade da espécie humana». Ou seja: qualquer pessoa que faça crossdressing está a ter em conta <em>algum</em> aspecto da sua identidade de género; e, vice-versa, qualquer pessoa que rejeite, nem que muito parcialmente, os condicionamentos sociais em torno do papel e expressão de género binários (nomeadamente, a rejeição que estes estejam de alguma forma fixos à nascença, quando claramente não o estão) muito provavelmente praticarão alguma forma de crossdressing, mesmo que esta não se manifeste fisicamente (ver <a href="http://crossdreamers.com" rel="nofollow">crossdreaming</a>).</p>
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		<title>
		Por: Sandra M. Lopes		</title>
		<link>https://feminina.eu/pt-pt/2015/11/15/os-maleficios-do-crossdressing/#comment-34755</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Sep 2017 11:33:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://feminina.eu/pt-pt/2015/11/15/os-maleficios-do-crossdressing/#comment-34751&quot;&gt;Roxxy P&lt;/a&gt;.

1 - De facto, tens razão; embora tenha referido o seguinte: «a lei portuguesa apenas reconhece dois géneros, e permite a passagem de um género para o outro (com o aval das equipas médicas que fazem o diagnóstico e acompanhamento), &lt;b&gt;mas não se pronuncia quanto àqueles que não se identificam com a ideia de um género binário, e que pretendem se exprimir de acordo com a ausência de género binário&lt;/b&gt;.» é certo que neste artigo específico não me pronunciei mais profundamente sobre os casos que não se identificam com géneros binários; tenho, na realidade, mais ou menos em calha, um artigo bastante «provocatório» sobre esse mesmo assunto :) baseado numa das minhas muitas conversas com o meu psicólogo, que me deixou a matutar sobre o assunto (isto, aliás, é frequente e faz parte do processo de terapia!)
2 - Aqui a questão é, ou pode ser, mais complexa. Aquilo a que chamamos &lt;em&gt;identidade&lt;/em&gt; (em geral) tem diversas componentes. A identidade, em si, claro que é flexível e altera-se ao longo da vida, consoante as nossas experiências e memórias: não «somos» a mesma pessoa que éramos aos seis anos de idade; a nossa identidade é completamente diferente (excepto no Presidente Donald J. Trump, mas isso é outra conversa hehe). Podemos, isso sim, dizer que existe uma identidade &lt;em&gt;no momento&lt;/em&gt;, e que esta tem uma continuidade temporal, mas não podemos dizer que a identidade seja «fixa». Isto é completamente verdade! Agora, dentro dos vários componentes que constituem a nossa identidade (mesmo que momentânea), existem alguns que são mutáveis, socialmente condicionados, etc. e outros que são biologicamente determinados. O que a ciência considera, no caso presente, é um aspecto da nossa identidade que está ligado ao género com que nos identificamos, e que é considerado como sendo biologicamente determinado durante a nossa fase embriológica e, como tal, não é passível de modificação ao longo do tempo. Da mesma forma, a nossa identidade enquanto seres humanos também é fixa à nascença. Já a nossa identidade ligada ao nosso nome, ao país onde nascemos, ao clube de futebol a que pertencemos, etc. são aspectos condicionados socialmente e, logo, mutáveis e flexíveis. Isto &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; quer dizer que uns aspectos sejam «mais importantes» do que outros! (Basta ver que há imensa gente que pode transitar de género mas manter-se bem identificad@ com o Benfica, por exemplo — logo, a identificação com o clube de futebol é «mais forte» que a de género, apesar de uma ser condicionada socialmente e a outra ser biologicamente determinada).
O que pode evidentemente alterar-se ao longo do tempo é a forma pela qual nos &lt;em&gt;exprimimos&lt;/em&gt; de acordo com a identidade de género (expressão essa que pode ser mais ou menos reprimida!). Essa forma de expressão, mais uma vez, é socialmente condicionada, e também é mutável e flexível e pode-se alterar com o tempo e com as circunstâncias.
Os únicos casos conhecidos — e são bem raros! — de alterações aparentemente «espontâneas» da identidade de género são casos em que as pessoas tinham, por exemplo, um tumor cerebral que foi removido. Estes casos são raros e não são 100% certos, ou seja, não é óbvio de a remoção do tumor alterou, realmente, a identidade de género, ou se apenas «libertou» a pessoa do condicionamento e relutância que sentia em exprimir-se ou adoptar um género diferente do que lhe fora atribuído à nascença. Conheço um caso concreto (português!) em que a resposta dos psicólogos e psiquiatras foi considerar este último caso, ou seja, que a pessoa sempre se identificara com determinado género, mas era o tumor que lhe «bloqueava» a possibilidade de se exprimir como tal.
Agora o que é certo é que a «identidade de género» não é binária, mas claramente um espectro. Bom, pelo menos há muitas pessoas que assim o afirmam, e eu pessoalmente concordo com esta afirmação. Mas também existem muitos casos de médicos e especialistas no assunto que vêem a abordagem de uma forma diferente, ou seja, que até pode existir uma identidade de género que, no fundo, seja binária, mas que muita gente, devido a condicionamentos sociais, &lt;em&gt;rejeita profundamente o papel de género&lt;/em&gt; (ou rejeita mesmo um papel de género fixo e imutável!). Neste caso, e assumindo que esteja correcto, a conjectura é que a pessoa se identifica não com o género em si, mas com o &lt;em&gt;papel de género&lt;/em&gt;. Este último é, obviamente, socialmente condicionado, logo, mutável e flexível, e não existe do ponto de vista desta conjectura científica nenhum problema com que as pessoas não se identifiquem com papéis de género binários, nem com papéis de género fixos, nem existe qualquer problema que alguém, ao longo da sua vida, se vá progressivamente identificando menos com determinado papel de género e mais com outro (ou com nenhum, ou com ambos...).
Pessoalmente, compreendo a distinção, mas não tenho ainda uma ideia clara ou fixa sobre o assunto. A minha ideia «provisória» é que existam pessoas com a &lt;em&gt;propensão&lt;/em&gt; para a rejeição de papéis de género binários, fixos e imutáveis, independentemente da identidade de género que na realidade tenham. No limite, poder-se-ia considerar um caso muito especial de «identidade de género» que é, justamente, a rejeição do papel binário de género — isto porque a afirmação de identidade destas pessoas passa invariavelmente pela rejeição do papel de género que lhes foi atribuída, mas, quando são interrogadas sobre a identidade que têm lá bem no fundo da sua pessoa, são evasivas e dão respostas confusas.
Eu sei porque sou uma delas :-) Sei que rejeito profundamente o papel de género masculino em praticamente todos os seus aspectos, e que tenho uma forte predilecção pelo papel de género feminino, embora reconheça que, como tudo na vida, não existe nada de «perfeito», nem existe apenas uma única forma de expressão do papel de género (seja masculino, feminino, uma combinação de ambos, ou nenhum dos casos). O que diz isso sobre a minha identidade de género? Para ser sincera, neste momento, não o sei dizer! Identifico-me essencialmente como «não-homem», mas quererá isso dizer que sou automaticamente mulher? Não, pois o género não é binário...
Enfim, são algumas divagações minhas baseadas no que tenho andado a ler sobre o assunto. Seja como for, daqui por dez anos já mudaram de certeza todos os nomes, termos e conceitos, e ficarei outra vez tão confusa como agora :-)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://feminina.eu/pt-pt/2015/11/15/os-maleficios-do-crossdressing/#comment-34751">Roxxy P</a>.</p>
<p>1 &#8211; De facto, tens razão; embora tenha referido o seguinte: «a lei portuguesa apenas reconhece dois géneros, e permite a passagem de um género para o outro (com o aval das equipas médicas que fazem o diagnóstico e acompanhamento), <b>mas não se pronuncia quanto àqueles que não se identificam com a ideia de um género binário, e que pretendem se exprimir de acordo com a ausência de género binário</b>.» é certo que neste artigo específico não me pronunciei mais profundamente sobre os casos que não se identificam com géneros binários; tenho, na realidade, mais ou menos em calha, um artigo bastante «provocatório» sobre esse mesmo assunto 🙂 baseado numa das minhas muitas conversas com o meu psicólogo, que me deixou a matutar sobre o assunto (isto, aliás, é frequente e faz parte do processo de terapia!)<br />
2 &#8211; Aqui a questão é, ou pode ser, mais complexa. Aquilo a que chamamos <em>identidade</em> (em geral) tem diversas componentes. A identidade, em si, claro que é flexível e altera-se ao longo da vida, consoante as nossas experiências e memórias: não «somos» a mesma pessoa que éramos aos seis anos de idade; a nossa identidade é completamente diferente (excepto no Presidente Donald J. Trump, mas isso é outra conversa hehe). Podemos, isso sim, dizer que existe uma identidade <em>no momento</em>, e que esta tem uma continuidade temporal, mas não podemos dizer que a identidade seja «fixa». Isto é completamente verdade! Agora, dentro dos vários componentes que constituem a nossa identidade (mesmo que momentânea), existem alguns que são mutáveis, socialmente condicionados, etc. e outros que são biologicamente determinados. O que a ciência considera, no caso presente, é um aspecto da nossa identidade que está ligado ao género com que nos identificamos, e que é considerado como sendo biologicamente determinado durante a nossa fase embriológica e, como tal, não é passível de modificação ao longo do tempo. Da mesma forma, a nossa identidade enquanto seres humanos também é fixa à nascença. Já a nossa identidade ligada ao nosso nome, ao país onde nascemos, ao clube de futebol a que pertencemos, etc. são aspectos condicionados socialmente e, logo, mutáveis e flexíveis. Isto <em>não</em> quer dizer que uns aspectos sejam «mais importantes» do que outros! (Basta ver que há imensa gente que pode transitar de género mas manter-se bem identificad@ com o Benfica, por exemplo — logo, a identificação com o clube de futebol é «mais forte» que a de género, apesar de uma ser condicionada socialmente e a outra ser biologicamente determinada).<br />
O que pode evidentemente alterar-se ao longo do tempo é a forma pela qual nos <em>exprimimos</em> de acordo com a identidade de género (expressão essa que pode ser mais ou menos reprimida!). Essa forma de expressão, mais uma vez, é socialmente condicionada, e também é mutável e flexível e pode-se alterar com o tempo e com as circunstâncias.<br />
Os únicos casos conhecidos — e são bem raros! — de alterações aparentemente «espontâneas» da identidade de género são casos em que as pessoas tinham, por exemplo, um tumor cerebral que foi removido. Estes casos são raros e não são 100% certos, ou seja, não é óbvio de a remoção do tumor alterou, realmente, a identidade de género, ou se apenas «libertou» a pessoa do condicionamento e relutância que sentia em exprimir-se ou adoptar um género diferente do que lhe fora atribuído à nascença. Conheço um caso concreto (português!) em que a resposta dos psicólogos e psiquiatras foi considerar este último caso, ou seja, que a pessoa sempre se identificara com determinado género, mas era o tumor que lhe «bloqueava» a possibilidade de se exprimir como tal.<br />
Agora o que é certo é que a «identidade de género» não é binária, mas claramente um espectro. Bom, pelo menos há muitas pessoas que assim o afirmam, e eu pessoalmente concordo com esta afirmação. Mas também existem muitos casos de médicos e especialistas no assunto que vêem a abordagem de uma forma diferente, ou seja, que até pode existir uma identidade de género que, no fundo, seja binária, mas que muita gente, devido a condicionamentos sociais, <em>rejeita profundamente o papel de género</em> (ou rejeita mesmo um papel de género fixo e imutável!). Neste caso, e assumindo que esteja correcto, a conjectura é que a pessoa se identifica não com o género em si, mas com o <em>papel de género</em>. Este último é, obviamente, socialmente condicionado, logo, mutável e flexível, e não existe do ponto de vista desta conjectura científica nenhum problema com que as pessoas não se identifiquem com papéis de género binários, nem com papéis de género fixos, nem existe qualquer problema que alguém, ao longo da sua vida, se vá progressivamente identificando menos com determinado papel de género e mais com outro (ou com nenhum, ou com ambos&#8230;).<br />
Pessoalmente, compreendo a distinção, mas não tenho ainda uma ideia clara ou fixa sobre o assunto. A minha ideia «provisória» é que existam pessoas com a <em>propensão</em> para a rejeição de papéis de género binários, fixos e imutáveis, independentemente da identidade de género que na realidade tenham. No limite, poder-se-ia considerar um caso muito especial de «identidade de género» que é, justamente, a rejeição do papel binário de género — isto porque a afirmação de identidade destas pessoas passa invariavelmente pela rejeição do papel de género que lhes foi atribuída, mas, quando são interrogadas sobre a identidade que têm lá bem no fundo da sua pessoa, são evasivas e dão respostas confusas.<br />
Eu sei porque sou uma delas 🙂 Sei que rejeito profundamente o papel de género masculino em praticamente todos os seus aspectos, e que tenho uma forte predilecção pelo papel de género feminino, embora reconheça que, como tudo na vida, não existe nada de «perfeito», nem existe apenas uma única forma de expressão do papel de género (seja masculino, feminino, uma combinação de ambos, ou nenhum dos casos). O que diz isso sobre a minha identidade de género? Para ser sincera, neste momento, não o sei dizer! Identifico-me essencialmente como «não-homem», mas quererá isso dizer que sou automaticamente mulher? Não, pois o género não é binário&#8230;<br />
Enfim, são algumas divagações minhas baseadas no que tenho andado a ler sobre o assunto. Seja como for, daqui por dez anos já mudaram de certeza todos os nomes, termos e conceitos, e ficarei outra vez tão confusa como agora 🙂</p>
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		<title>
		Por: Roxxy P		</title>
		<link>https://feminina.eu/pt-pt/2015/11/15/os-maleficios-do-crossdressing/#comment-34753</link>

		<dc:creator><![CDATA[Roxxy P]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2017 00:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://feminina.eu/pt-pt/2015/11/15/os-maleficios-do-crossdressing/#comment-34751&quot;&gt;Roxxy P&lt;/a&gt;.

E claro, a identidade de género que referi, está sempre ligada, de uma forma ou de outra ao crossdressing.....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://feminina.eu/pt-pt/2015/11/15/os-maleficios-do-crossdressing/#comment-34751">Roxxy P</a>.</p>
<p>E claro, a identidade de género que referi, está sempre ligada, de uma forma ou de outra ao crossdressing&#8230;..</p>
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		Por: Roxxy P		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roxxy P]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Sep 2017 23:58:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sou crossdresser desde a minha puberdade, e em todo esse tempo tive alturas da minha vida em que tive absoluta necessidade de o praticar, e tive outras em que não tinha a mínima vontade de o fazer, logo, e pela minha experiência própria de vida,  o que posso comentar é que  concordo com algumas passagens do artigo e as acho muito interessantes, mas à partida o artigo &quot;esquece&quot; dois factores que são muito importantes e verdadeiros, e que podem ajudar muitas pessoas a &quot;compreenderem - se melhor&quot; a elas próprias:
1 - A identidade de género não é  &quot;forçosamente&quot; binária. Uma pessoa pode não ser nem completamente do género feminino nem completamente do género masculino, pode ser de um  &quot;terceiro&quot; género.  E culturas como a indiana, entre outras, o vivem e confirmam.
2 - A identidade de género (mesmo a binária), também não é &quot;forçosamente&quot; fixa ou constante. Pode fluir de um género masculino para um género  feminino, ou mesmo para um terceiro género, e essa fluidez entre géneros  pode demorar meses ou anos a concretizar - se,  ou mesmo passar a fixar-se num único género, numa altura de vida posterior, ou seja, deixar de fluir...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou crossdresser desde a minha puberdade, e em todo esse tempo tive alturas da minha vida em que tive absoluta necessidade de o praticar, e tive outras em que não tinha a mínima vontade de o fazer, logo, e pela minha experiência própria de vida,  o que posso comentar é que  concordo com algumas passagens do artigo e as acho muito interessantes, mas à partida o artigo &#8220;esquece&#8221; dois factores que são muito importantes e verdadeiros, e que podem ajudar muitas pessoas a &#8220;compreenderem &#8211; se melhor&#8221; a elas próprias:<br />
1 &#8211; A identidade de género não é  &#8220;forçosamente&#8221; binária. Uma pessoa pode não ser nem completamente do género feminino nem completamente do género masculino, pode ser de um  &#8220;terceiro&#8221; género.  E culturas como a indiana, entre outras, o vivem e confirmam.<br />
2 &#8211; A identidade de género (mesmo a binária), também não é &#8220;forçosamente&#8221; fixa ou constante. Pode fluir de um género masculino para um género  feminino, ou mesmo para um terceiro género, e essa fluidez entre géneros  pode demorar meses ou anos a concretizar &#8211; se,  ou mesmo passar a fixar-se num único género, numa altura de vida posterior, ou seja, deixar de fluir&#8230;</p>
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