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	<title>Beleza &#8211; Sandra M. Lopes</title>
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	<description>Devaneios de uma crossdresser</description>
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		<title>Uma experiência (positiva!) de Bra Fitting</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2016 17:17:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[bra fitting]]></category>
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					<description><![CDATA[Talvez se lembrem da minha experiência profundamente negativa com a Dama de Copas, uma empresa de bra fitting que tem preconceitos contra pessoas transgénero. Felizmente, existe concorrência neste mercado, e se bem que uma pesquisa por bra fitting em Lisboa praticamente só mostre a Dama de Copas no Google, a verdade é que não é a única [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2475" aria-describedby="caption-attachment-2475" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://bracompany.pt/quem-somos/"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-2475 size-large" src="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Bra-and-Company-Loja-Interior-1024x682.jpg" alt="Bra &amp; Company — Interior da Loja" width="1024" height="682" srcset="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Bra-and-Company-Loja-Interior-1024x682.jpg 1024w, https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Bra-and-Company-Loja-Interior-300x200.jpg 300w, https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Bra-and-Company-Loja-Interior-768x512.jpg 768w, https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Bra-and-Company-Loja-Interior.jpg 1318w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2475" class="wp-caption-text">Bra &amp; Company — Interior da Loja — Imagem obtida do site oficial da Bra &amp; Company</figcaption></figure>
<p>Talvez se lembrem da minha experiência profundamente negativa com a <a href="https://feminina.eu/pt-pt/2016/03/11/a-minha-primeira-experiencia-com-transfobia/">Dama de Copas</a>, uma empresa de <em>bra fitting</em> que tem preconceitos contra pessoas transgénero. Felizmente, existe concorrência neste mercado, e se bem que uma pesquisa por <em>bra fitting em Lisboa</em> praticamente só mostre a Dama de Copas no Google, a verdade é que não é a única casa a prestar este tipo de serviço!</p>
<p><span id="more-2473"></span></p>
<p>Lá no início de Março, pelas várias razões que expliquei no outro artigo, precisava mesmo de arranjar mais soutiens novos. É normal: por muito que se queira, os soutiens não duram para sempre, e o nosso corpo, quer gostemos quer não, vai mudando de forma&#8230; Por isso, apesar da Dama de Copas me ter rejeitado, continuava a precisar de soutiens&#8230; mas também do conselho de especialistas sobre o assunto.</p>
<p>Aliás, a própria Dama de Copas publicou, num <a href="http://www.damadecopas.com/sobre/estudo_5">estudo exaustivo</a> feito a dezenas de milhar de mulheres, a estatística perfeitamente abismal: 99% das mulheres portuguesas escolhem o tamanho errado de soutien, e 34% nem sequer sabe qual o tamanho que estão a usar! Uma das razões para isto não é só a pura ignorância de como se escolhe (e se cuida) de um soutien, mas também o facto de haver muito pouca oferta — mesmo nas casas especializadas! — de tamanhos. Ou seja, as portuguesas, de entre a escassa escolha disponível, tendem a escolher o modelo que lhes fica melhor, mesmo que não seja nem o correcto, nem o apropriado, com a consequência de que acaba por ser desconfortável, ou não ter o efeito desejado&#8230;</p>
<p>Ora se isto é verdade para as mulheres cisgénero, quanto mais para as transgénero, que nem sequer tiveram o privilégio de aprender com as familiares e amigas quando eram novas; ainda por cima, acrescente-se a dificuldade de muitas de nós não terem corpos andróginos; e, quando se pensa nos casos extremos como o meu, em que estou a usar próteses mamárias em silicone, a confusão ainda é maior, pois os modelos que se vendem correntemente são de meia copa, ou 3/4 de copa, que não servem para «disfarçar» as próteses&#8230; e os modelos que ainda se vendem de copa inteira, vulgo «soutien da avozinha», são geralmente horríveis, e podem nem existir num número que nos sirva.</p>
<p>Os soutiens são como os sapatos: não é pelo número que vamos lá. Os números e os tamanhos de copa são apenas uma indicação; na realidade, tal como nos sapatos, cada marca, cada modelo, cada tipo de tecido tem um efeito diferente, independentemente do que estiver afixado na etiqueta: não há mesmo outro remédio senão experimentar!</p>
<p>Resolvi, pois, dar um telefonema à <em><a href="http://bracompany.pt/quem-somos/">Bra &amp; Company</a></em>, uma empresa formada por duas sócias, Madalena Ramos e Ana Rodrigues, com ateliers em Lisboa e Viseu. Quando andava à procura de soluções de <em>bra fitting</em> em Lisboa, tinha encontrado <a href="http://lifestyle.publico.pt/artigos/337596_loja-de-lingerie-quer-criar-local-de-culto-para-as-mulheres">um artigo em que as duas sócias eram entrevistadas</a>, e tinha-o guardado para referência; daí até encontrar o site e a <a href="https://www.facebook.com/braandcompany/">página no Facebook</a> foi um instantinho. Gostei em especial de algumas coisas que me chamaram logo a atenção nesse artigo: a noção de que estavam a procurar criar um espaço intimista (penso que o problema principal que a Dama de Copas tem com as pessoas transgénero é que os vastos salões deles são tudo menos «intimistas»&#8230;); o comentário de que cada modelo das marcas que eles representam pode ter até 100 (!) variantes diferentes, entre tamanhos e copas (compare-se isto com as variantes que existem, mesmo nas lojas ditas «boas», como a Dim ou a Triumph, que se tiverem uma dúzia de variantes por modelo, já é com muita sorte&#8230; normalmente têm muito, mas mesmo muito menos que isso); e que a sua especialidade era justamente nas mulheres «com curvas» (por oposição às supermodelos esqueléticas, lisas que nem uma tábua de engomar, e que usam 30A, para as quais as boutiques e lojas de lingerie em Portugal têm um stock infindável de soutiens&#8230; como se houvessem assim tantas mulheres portuguesas, pelo menos adultas, que usem o 30A!).</p>
<p>Atendeu-me logo a Madalena Ramos, e expliquei-lhe a minha situação, de que andava à procura de um serviço de <em>bra fitting</em> para marcas que tivessem modelos que me servissem, tendo em conta também as próteses — e, claro, para não sofrer reveses como da outra vez, perguntei logo se tinham algum problema com pessoas transgénero. Disseram-me imediatamente que não tinham problema absolutamente nenhum, e que podia lá ir quando quiser, pelo que tentei propôr algumas datas e horas&#8230; acabando por chegar à conclusão que me podiam atender imediatamente! Por isso lá fui&#8230;</p>
<p>A <em>Bra &amp; Company</em> de Lisboa fica no Centro de Escritórios de Negócios, um edifício mesmo na esquina da Av. 5 de Outubro com o largo das Picoas que dá para a Maternidade Alfredo da Costa e o Sheraton. Curiosamente, é um edifício que conheço mesmo muito bem. Uma das primeiras empresas com a qual trabalhei, e que estive mesmo para ser sócia, estava sediada nesse edifício; e um dos psicólogos que consultei para obter uma segunda opinião relativamente à minha disforia de género e depressão clínica grave também está aí instalado.</p>
<p>Ao contrário da vastidão (aparente, pelas fotografias) luxuriosa da concorrente Dama de Copas, a <em>Bra &amp; Company</em> é um espaço realmente intimista, pequeno, com uma decoração simples, agradável, e luminosa. Há uma área separada por cortinados que serve para as pessoas se poderem vestir e despir em privacidade; e claramente trata-se de um espaço — semelhante em conceito à Amoena Portugal e à Casa Princesa, das quais já falei — em que o acesso é essencialmente por marcação, em privacidade, sem grandes «confusões» e misturas de clientela.</p>
<p>Como acontece em todas estas situações, eu tenho a tendência de falar pelos cotovelos (e pelos joelhos, e pelos tornozelos, e pulsos, e sei lá que mais&#8230;) pelo que, enquanto decorria a sessão propriamente dita, fiquei a conhecer um bocadinho mais sobre este espaço e a sua proposta enquanto empresa. A Madalena tem décadas de experiência em <em>bra fitting</em>, essencialmente no Reino Unido onde trabalhou durante muito tempo (embora seja licenciada em engenharia!). Isso deu-lhe uma abertura de espírito como não existe cá. No Reino Unido, ao contrário de Portugal (mas, estranhamente, da mesma forma que na Polónia&#8230;), não se tenta «encaixar» a cliente em meia dúzia de modelos, e esperar que fiquem bem. Em vez disso, cada marca — e cada loja — aposta numa vastíssima selecção de tamanhos e de copas, de modelos muito diferentes, cada qual preparado para situações bem específicas. Não há «apenas» <em>push-up</em> ou redutores; ou não se fica pelos <em>balconettes</em> só porque estão na moda (mas podem não servir a toda a gente). Há, pois, uma imensa vastidão de soluções, em diversas gradações de modelos e tamanhos, por vezes incrivelmente subtis a olho nu, mas que, sob o olho treinado da Madalena (e presumivelmente da sua sócia, que ainda não tive o privilégio de conhecer pessoalmente), podem ser adaptados com perfeição a qualquer pessoa e a qualquer tipo de corpo. A filosofia da <em>Bra &amp; Company</em>, como empresa de consultoria em <em>bra fitting</em>, é que não há «corpos errados» e «corpos certos»; nem «melhores» nem «piores». Há, isso sim, soluções adequadas para cada tipo de corpo; e são as marcas e os modelos que têm de se adaptar aos corpos das mulheres, e não o contrário.</p>
<p>Com o olho treinado, a Madalena nem sequer precisou de tirar-me as medidas com uma fita métrica — acertou praticamente logo à primeira com o tamanho correcto. Depois foi um festival de trocas e mais trocas de modelos e variantes de modelos, à procura da solução «ideal». E posso dizer que em imensos dos casos eu já achava que tinha sido descoberta a solução «ideal», mas a Madalena não estava inteiramente satisfeita, e lá arranjava uma variante que tinha uma peçazinha mais à esquerda ou mais à direita, ou uma alça que corria de forma diferente, ou uma meia copa maior, um elástico um pouco mais forte&#8230;</p>
<p>Entretanto, com a conversa, percebi também que a Madalena tinha já trabalhado com a Dama de Copas, e que tinha havido, há alguns anos, uma mudança clara de gestão. Isto foi uma explicação provável para que a Dama de Copas, a início, não tivesse qualquer problema com pessoas transgénero, mas, neste momento, prefere optar pela sua exclusão — a mudança de gestão, ou de gerência, criou algumas mudanças de atitudes internas. Em consequência, perderam também algumas colaboradoras e funcionárias, insatisfeitas com a mudança. Foi mau para a Dama de Copas, mas bom para mim, pois passei assim a dispôr de um serviço de <em>bra fitting</em> que não discrimina ninguém!</p>
<p>O <em>fitting</em> com próteses mamárias externas em silicone também não «assusta» as sócias da <em>Bra &amp; Company</em>. Na realidade, têm imensas clientes que infelizmente foram submetidas a mastectomias, e que usam produtos da Amoena Portugal — empresa com a qual existe uma boa relação, visto lidarem com o mesmo público-alvo! É certo que as próteses adicionam um nível de complexidade ao <em>fitting</em>, nem que seja porque é necessário excluir as meias-copas e as copas a 3/4, que não cobrem totalmente a prótese. Mas também não é preciso ir logo para os «soutiens da avozinha»! Pelo contrário, os designers de soutiens modernos são capazes de criar modelos de copa inteira que, no entanto, têm profundidade para permitir o mesmo tipo de efeito que os <em><a href="http://ultimatebraguide.com/bras/plunge-bra/">plunge bras</a></em> — ou quase — através de truques muito bem engendrados. Aliás, vi nos vários modelos que experimentei todo o género de «truques», muitos dos quais nunca tinha visto, nem sequer nos sites de venda de lingerie — como, por exemplo, uma solução incrivelmente engenhosa que coloca uma tira de um tecido mole semi-aderente (não parece ser silicone&#8230;) logo por baixo dos aros que sustentam os seios: consegue-se assim obter a rigidez e o suporte dos aros (indispensável para quem tenha de aguentar com 750g de prótese em cada lado&#8230;) sem magoar, porque o aro fica sobre esta tira e não sobre a pele, e, como «bónus», como essa tira é semi-aderente, o soutien não sai do sítio em que o colocámos&#8230; isto é uma tecnologia fantástica!</p>
<p>Era capaz de comprar metade do <em>stock</em> da <em>Bra &amp; Company</em>, mas a minha conta bancária já vai todos os meses a negativos, e resolvi conter-me — limitei-me a dois modelos, um mais rendado e em preto, e outro com copas pré-moldadas (mas de uma forma absolutamente natural) côr de pele, que é mais flexível em termos de utilização. É mais ou menos assim que ele me fica:</p>
<p><a href="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Breastforms-fitting-well-e1462394780383.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-2481" src="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Breastforms-fitting-well-e1462394780383-1024x768.jpg" alt="Próteses dentro do soutien" width="1024" height="768" srcset="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Breastforms-fitting-well-e1462394780383-1024x768.jpg 1024w, https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Breastforms-fitting-well-e1462394780383-300x225.jpg 300w, https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Breastforms-fitting-well-e1462394780383-768x576.jpg 768w, https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/05/Breastforms-fitting-well-e1462394780383.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>Digo «mais ou menos» porque eu também o uso de formas diferentes: posso querer acentuar mais ou menos a linha da clivagem, e, nesse caso, o soutien assenta de outra maneira!</p>
<p>Os preços da <em>Bra &amp; Company</em> não são os preços da loja dos chineses, nem da Primark, nem do Lidl&#8230; estamos a falar de produtos de uma qualidade que não se encontra nas grandes superfícies, mas apenas em lojas especializadas. Em consequência, os preços reflectem a qualidade dos produtos — estamos a falar de valores a rondar os €50, dependendo da marca e do modelo. Ora é preciso saber o que é que estamos a comprar com isto. Para já, obviamente, a consultoria de <em>bra fitting</em> é gratuita. Mas os soutiens também são reparados gratuitamente pela <em>Bra &amp; Company</em> durante o seu tempo de vida: com o tempo, nem o melhor dos soutiens mantém a sua elasticidade original. Por isso é que têm os colchetes atrás: à medida que vão perdendo elasticidade, apertamos mais os colchetes. Mas quando se chega ao limite, que fazer? Deitar fora? Na <em>Bra &amp; Company</em> podem cosê-los de forma a continuarem a ser usados durante mais uns tempos. Desta forma, e se forem bem tratados, estes soutiens podem durar vários anos (mesmo com utilização muito frequente) — garantindo-se, pois, que sejam <em>sempre lavados à mão</em> e <em>secados longe do sol incidente</em>; que sejam usados, no máximo, dois dias seguidos, ficando a repousar na gaveta por mais dois dias antes de serem usados de novo; e que sejam guardados de forma a não deformarem as copas (fundamental nos que têm copas pré-moldadas, por exemplo). Estas pequenas regras simples, conjugadas com um produto de grande qualidade, permite uma grande durabilidade ao longo de muito tempo.</p>
<p>Realmente a primeira coisa que notei ao usá-los é que <em>não se nota que os estamos a vestir</em>. Deixem-me tentar explicar melhor: já comprei soutiens até mais caros do que estes, mas infelizmente foram pela Internet, em tamanhos que não os correctos, e com um formato que não era o mais adequado. Assim, há <em>sempre</em> alguma coisinha que não está bem: um aro que magoa de um lado mas não do outro; uma alça que roça; o elástico que aperta nuns sítios e não noutro; o tecido que é rendinha fofa de um lado, mas que tem uma costura precisamente num ponto em cima da costela que magoa o tempo todo, etc. etc. etc. Em conclusão: por mais novo e pouco usado que seja, estamos sempre conscientes de que estamos a usar um soutien, porque há <em>algures</em> que o «sentimos». Pode nem doer, nem magoar, mas pelo menos <em>sentimo-lo</em>. Temos consciência que está lá!</p>
<p>Ora com os dois soutiens que comprei na <em>Bra &amp; Company</em> isto <strong>não</strong> acontece. É difícil de explicar a <em>ausência</em> de sensação, que é praticamente completa. E no meu caso, com 750gr de próteses de silicone a pesar em cada uma das copas do soutien, não é um peso que possa ser completamente ignorado! Mas a verdade é que é como se não estivesse lá «nada»&#8230; ou melhor, há uma consciência da massa, do volume, da inércia&#8230; mas não do peso. É só quando retiro as próteses para as lavar, ao fim da noite, que subitamente me dou conta de quanto é que pesam! Quando estão dentro do soutien não se nota nada&#8230;</p>
<p>É uma sensação estranha, pois estou sempre à espera que alguma coisa caia ou saia do sítio — o peso, no fundo, está tão bem distribuído ao longo das alças, das correias, no fundo por todo o soutien, que a pressão que este exerce em cada ponto deve ser tão baixa que o nosso organismo não a «regista». Isto é engenharia aplicada à construção dos soutiens! Mas&#8230; e porque não? Porque é que haveremos de sofrer?</p>
<p>Devo dizer que já cheguei a fazer <em>bra fitting</em> na Amoena Portugal, o que supostamente deveria até ser mais fácil, pois eles têm modelos de soutiens exactamente modelados de acordo com as dimensões das próteses. Ora o meu problema é que, por diversas razões (a principal da qual se calhar é apenas a idade&#8230;), eu tenho <em>algum</em> desenvolvimento mamário próprio, e com isto, os soutiens da Amoena, apesar de serem «do meu número», já não me servem bem. Mas também os números acima estão grandes demais! Conclusão: os soutiens que tenho deles magoam-me nalguns pontos (nada de horrível, perfeitamente suportável mesmo ao final de várias horas, mas não é uma coisa que gostaria de sentir <em>todos os dias</em>&#8230;) e noutros já não «escondem» a totalidade da prótese. A culpa não é da Amoena: é minha!</p>
<p>No caso da <em>Bra &amp; Company</em>, o <em>fitting</em> é feito de forma diferente: não interessa qual a quantidade de desenvolvimento mamário próprio, e qual é a quantidade de «enchimento» (sejam vulgares meias enroladas, sejam próteses sofisticadas em silicone), o <em>fitting</em> é feito de acordo com o que efectivamente se usa, o tamanho <em>real</em>, a forma <em>real</em> do peito — e não uma mera correlação de tamanhos tabelados que podem ou não corresponder à realidade. É certo que se eu engordar, emagrecer, tiver mais desenvolvimento mamário (é pouco provável, mas pode acontecer&#8230;), então também não há milagres, a <em>Bra &amp; Company</em> pode fazer pequenos ajustes ao soutien, mas só até um certo limite!</p>
<p>Conclusão, fiquei fã <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Sei que não sou a única, porque o que não faltam por aí são blogs de fãs de lingerie portuguesas, que já lá foram várias vezes, e que são muito mais entusiastas que eu — e também têm mais dinheiro disponível para gastar, bem entendido <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f600.png" alt="😀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> É que dada a variedade invulgar de modelos (e estão sempre a chegar mais&#8230;) é muito fácil perder a cabeça e querer levar a loja toda connosco para casa&#8230;</p>
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		<title>Um pedido invulgar&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2016 00:36:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
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		<category><![CDATA[Ondatex]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2187" aria-describedby="caption-attachment-2187" style="width: 225px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.facebook.com/1389190381322969/photos/a.1684614311780573.1073741865.1389190381322969/1684585925116745/?type=3&amp;theater" rel="attachment wp-att-2187"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2187" src="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/02/IMG_0535-1-225x300.jpg" alt="'It's a wonderful world!'" width="225" height="300" srcset="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/02/IMG_0535-1-225x300.jpg 225w, https://feminina.eu/wp-content/uploads/2016/02/IMG_0535-1-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2187" class="wp-caption-text">&#8216;It&#8217;s a wonderful world!&#8217;</figcaption></figure>
<p>Resolvi fazer uma pequena loucura. Participei no concurso da <a href="https://www.facebook.com/Ondatex-1389190381322969/" target="_blank">Ondatex</a>​, uma marca de roupa que tem várias lojas na zona de Lisboa, assim como um site online (<a href="http://www.ondatex.com" target="_blank">http://www.ondatex.com</a>). Participar era simples: bastava mandar uma foto minha, vestindo alguma peça de roupa da marca deles. Agora, até dia 8 de Fevereiro, qualquer pessoa pode votar nas fotos das concorrentes — basta lá colocar um «Gosto». Quem no dia 8 de Fevereiro tiver mais «Gostos», leva um prémio (um voucher para comprar roupas na loja deles).</p>
<p>Claro que isto é uma manobra publicitária muito básica, para dar conhecimento da marca (e das suas lojas). Claro que sei perfeitamente que os «Gostos» nada significam: cada participante obviamente vai tentar pedir às suas amigas para que metam o maior número de «Gostos» possíveis. A marca sabe isso muito bem, do ponto de vista deles pouco interessa a qualidade das fotos, a pose dos modelos, ou sequer a peça de roupa que escolheram exibir! Tudo o que contam são os «Gostos».</p>
<p>Porque é que resolvi participar? Foi uma malandrice minha. A Ondatex não tem qualquer problema em que participem pessoas transgénero. Não tenho conhecimento de nenhum concurso deste tipo, em Portugal, que tenha sido ganho por uma pessoa transgénero. É, pois, uma forma de mostrarmos que somos iguais a todas as outras pessoas: no meu caso, sou vaidosa como qualquer outra mulher, e gosto das mesmas roupas que elas, e vou às mesmas lojas comprar as mesmas roupas que elas (a propósito, a Ondatex só vende peças originais <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> ). Se vencer isto daria alguma projecção e visibilidade às pessoas transgénero deste país — e também, claro está, a uma rede de lojas que, como tantas outras, não tem absolutamente nenhum problema em ter pessoas transgénero como clientes.</p>
<p>Por isso, e apesar de nunca o ter feito, apelo ao vosso voto. Têm de seguir o link abaixo e basta meter um «Gosto»:</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/1389190381322969/photos/pb.1389190381322969.-2207520000.1454330967./1684585925116745/?type=3&amp;theater" target="_blank">https://www.facebook.com/1389190381322969/photos/pb.1389190381322969.-2207520000.1454330967./1684585925116745/?type=3&amp;theater</a></p>
<p>É só isso. Há poucas concorrentes, por isso há boas hipóteses de ganhar <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Nem é pelo prémio em si, é pelo princípio; e se realmente aparecerem muitos «Gostos» pode ser que considerem o concurso um sucesso e que o voltem a repetir no futuro. E talvez da próxima vez haja mais participação de pessoas transgénero!</p>
<p>Desde já obrigada. Prometo que depois irei partilhar o prémio com algumas de vocês e vamos lá «assaltar» os racks de roupas numa das lojas deles <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>Um beijinho grande! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
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		<title>Maquilhagem básica: um tutorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2014 00:27:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[maquilhagem]]></category>
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					<description><![CDATA[A minha querida amiga Claudia Melo anda sempre a contar-me as suas dificuldades com a maquilhagem. Estava a escrever-lhe um email com uma série de dicas, e até a fazer uns desenhos, até que me lembrei que se calhar era melhor escrever um pequeno guia&#8230; Já escrevi vários guias e tutoriais sobre a forma como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2014/10/Maquilhagem-Básica.pdf"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-1171" src="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2014/10/Maquilhagem-Básica-211x300.png" alt="Maquilhagem Básica" width="211" height="300" /></a>A minha querida amiga Claudia Melo anda sempre a contar-me as suas dificuldades com a maquilhagem. Estava a escrever-lhe um email com uma série de dicas, e até a fazer uns desenhos, até que me lembrei que se calhar era melhor escrever um pequeno guia&#8230;</p>
<p><span id="more-1165"></span></p>
<p>Já escrevi vários guias e tutoriais sobre a forma como faço a minha maquilhagem, mas normalmente em inglês, com algumas excepções, como no <a href="http://espartilho.forumeiros.com/t31-o-teu-ritual-de-maquilhagem#543" target="_blank">forum Espartilho</a>, em que está em português. Há um milhão de tutoriais em inglês para cada um que aparece em português, e a maior parte destes não foi pensado para meninas como nós. Por isso resolvi escrever um de raíz!</p>
<p>Podem descarregá-lo nos links abaixo. Comentários para melhorar o texto são bem-vindos, ou se descobrirem gralhas, digam-me para corrigir na próxima versão!</p>
<p>Mando duas versões, uma em PDF que tem sempre melhor qualidade, e outra em formato ePub, que pode ser lido por qualquer telemóvel, tablet, ou eReader, e pode dar jeito para consultar enquanto estiverem a fazer a vossa maquilhagem (não dá jeito levar o computador para a casa de banho). O formato ePub é um pouco limitado em termos de formatação e imagens, mas é melhor que nada&#8230;</p>
<p>Versão PDF: <a href="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2014/10/Maquilhagem-Básica.pdf">Maquilhagem Básica</a></p>
<p>Versão ePub: (para telemóvel ou tablet)</p>
<p><a href="https://itunes.apple.com/us/book/maquilhagem-basica/id933041623"><img decoding="async" src="https://feminina.eu/wp-content/uploads/2014/10/Download_on_the_App_Store_Badge_US-UK_135x40.svg" alt="Download Maquilhagem Básica from App Store" /></a></p>
<p>Um beijinho e boas «pinturas»!</p>
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		<title>Tutorial na arte de fumar com boquilha I</title>
		<link>https://feminina.eu/pt-pt/2012/02/03/tutorial-na-arte-de-fumar-com-boquilha-i/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 17:52:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[arte de fumar]]></category>
		<category><![CDATA[boquilha]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro]]></category>
		<category><![CDATA[fumar]]></category>
		<category><![CDATA[tutorial]]></category>
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					<description><![CDATA[Inspirada pelo meu recente artigo sobre o fetiche da arte de fumar, lembrei-me de fazer um pequeno tutorial sobre a arte de fumar com uma boquilha&#8230; Há algumas boas razões para isso! Na realidade já tenho esta ideia há algum tempo, desde que dei umas «aulas» a uma jovem brasileira no CamFrog (um site de chat com webcam com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Inspirada pelo meu <a href="https://feminina.eu/pt-pt/2012/01/07/a-arte-de-fumar/">recente artigo</a> sobre o fetiche da arte de fumar, lembrei-me de fazer um pequeno tutorial sobre a arte de fumar com uma boquilha&#8230;</p>
<p>Há algumas boas razões para isso! Na realidade já tenho esta ideia há algum tempo, desde que dei umas «aulas» a uma jovem brasileira no <a href="http://camfrog.com/">CamFrog</a> (um <em>site</em> de chat com webcam com uma comunidade bastante simpática); mas depois houve mais pedidos noutros sites semelhantes. Talvez ironicamente para quem é crossdresser é que muitos dos pedidos de «lições» vinham de mulheres biológicas&#8230;</p>
<p><span id="more-428"></span></p>
<p>Porquê? A resposta pode ser estranha, mas fácil de perceber&#8230; as crossdressers têm orgulho na forma como apresentam uma imagem feminina glamorosa. Aprendemos umas com as outras, inspirando-nos nas que criaram uma imagem de sofisticação feminina e que assim nos ensinam a cuidar da nossa. Embora obviamente que os estilos variem um pouco — desde a imagem mais tímida à mais provocadora — a verdade é que temos imensas oportunidades para aprender.</p>
<p>Em contraste, as mulheres biológicas têm hoje em dia menos opções, pelo menos nalgumas áreas, nomeadamente na arte de fumar: uma geração de proibições do tabaco fizeram com que a ancestral tradição das mães ensinarem às suas filhas como fumar em público de forma condigna se tornasse numa aberração, neste mundo do «politicamente correcto». É claro que as filhas acabam por aprender a fumar por si próprias, mas os seus professores são — homens. Que fumam de uma forma completamente diferente das mulheres&#8230;</p>
<p>Para impedir que esta tradição se perca, temos de treinar estas jovens glamorosas e atraentes na Antiga Arte de Fumar com Glamour. Esta é a minha modesta contribuição:</p>
<div class="epyt-video-wrapper"><iframe loading="lazy"  id="_ytid_69567"  width="1140" height="855"  data-origwidth="1140" data-origheight="855" src="https://www.youtube.com/embed/39bj9pk4144?enablejsapi=1&#038;origin=https://feminina.eu&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=1&#038;hl=pt_PT&#038;theme=light&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;" class="__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload" title="Holder Smoking Tutorial 1"  allow="fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen data-no-lazy="1" data-skipgform_ajax_framebjll=""></iframe></div>
<p>As legendas no vídeo estão em inglês, e para as apanhar a todas, é possível que se tenha de carregar na «pausa» várias vezes. Mas carregando no pequeno botão vermelho com as letras CC o YouTube mostra uma legendagem <em>adicional</em> em português. No entanto, isto pode ser difícil de seguir, pelo que fica aqui então uma tradução com explicações mais detalhadas.</p>
<h3>Os accessórios</h3>
<p>Antes de mais, compre um isqueiro <em>fininho</em>. As mulheres usam isqueiros finos e estreitos. Os homens usam-nos quadradões e pesados. Um isqueiro Zippo é um isqueiro de homem.</p>
<p>Depois compre os cigarros mais compridos que conseguir, pois tudo o que seja longo e fino é automaticamente mais feminino. Cigarros que sejam todos brancos são o ideal. Em Portugal não temos muita variedade de escolha, e o maior comprimento disponível é de 100mm.</p>
<p>Pessoalmente sou fã de boquilhas, por isso neste vídeo meu (tal como em quase todos) estou também a usar uma boquilha. No entanto, devo explicar que existem basicamente dois tipos de boquilhas: as de fantasia (usadas no Carnaval ou em espectáculos&#8230;) e as de utilização diária. Nos anos 20 do séc. XX, toda a gente (incluindo os homens!) usavam boquilhas de fantasia, que geralmente medem uns 30 cm; mas este tipo de boquilhas, hoje em dia, é completamente ridículo. Uma boquilha elegante, nos dias que correm, não deve ser mais comprida do que o tamanho do cigarro que usarmos — ou seja, uma boquilha com 100mm seria o ideal para ser utilizada em público.</p>
<h3>Acender um cigarro</h3>
<p>A primeira regra é que as mulheres seguram <em>sempre</em> os seus cigarros (e isto inclui as boquilhas de uso diário) entre as pontas dos dedos (ou seja, entre as <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Falange_distal">falanges distais</a>), tão perto da unha quanto possível (para segurar as boquilhas de fantasia há uma técnica ligeiramente diferente, mas isso irei explorar noutro tutorial futuro&#8230;). O ponto exacto onde se pega na combinação de boquilha e cigarro depende um pouco. Se fumar apenas com um cigarro, deve segurá-lo o mais perto possível da ponta (a que é de cor alaranjada) — os homens seguram o cigarro a meio, o que fica horrível numa mulher. Se se usar uma boquilha, dado que esta contribui significamente para o peso do conjunto, o ponto de equilíbrio varia consoante o modelo (e o seu comprimento). Regra geral deve-se segurar mais ou menos a meio da <em>boquilha</em>, o mais perto da ponta que for confortável, mas de forma a que se mantenha o controlo: se se segurar demasiado perto da ponta, vai ser um pouco difícil de segurar.</p>
<p>A segunda regra é que <em>se deve fazer tudo devagarinho</em>: aproxime o conjunto da boquilha e cigarro da sua boca, numa curva suave, apontando no final a boquilha <em>para cima</em> até tocar nos lábios. Deve-se procurar o centro dos lábios, que fica com muito melhor aspecto (para um aspecto mais provocador e sensual é possível acender o cigarro com a boquilha no canto dos lábios, o que dá um ar mais «poderoso» e dramático). É evidente que vai haver um momento em que é preciso baixar a boquilha para poder acender o cigarro: para isso o melhor é segurar a ponta da boquilha com os dentes, o que permitirá suspender a boquilha em segurança nessa posição.</p>
<p>Não se consegue ver bem no vídeo, mas idealmente os cotovelos devem estar metidos para dentro, e a mão que segura o isqueiro voltada para fora o mais que se conseguir (eu também tenho alguma dificuldade nisto!). Idealmente devem-se usar as duas mãos para acender o cigarro, já que o gesto de «exibição» usando uma só mão (e o cigarro apenas seguro nos lábios) é tipicamente masculino.</p>
<p>Evite fazer «caretas» quando acende o cigarro: olhe para a chama do isqueiro e inale bem devagarinho. Depois use sempre a mesma técnica: segure a boquilha e o cigarro <em>sempre</em> num ângulo ascendente (são tantas as mulheres e as crossdressers que fazem isto de forma errada!); quando exalar, faça-o também num ângulo ascendente! Há muitas boas razões para isto, mas uma será imediatamente óbvia: quando se olha para cima, está-se a exibir o pescoço (ou eventualmente um colar), o que é um gesto muito feminino.</p>
<h3>Inalando e exalando</h3>
<p>As «profissionais» da arte de fumar — ou seja, as modelos que são contratadas para fazer filmes para os fetichistas da arte de fumar — geralmente inalam com um ar sério, mas depois sorriem. Eu naturalmente faço o mesmo, a não ser que me sinta particularmente malandreca e prefira estar a fazer um sorriso malicioso cheio de sensualidade provocadora. Mas num ambiente elegante ou casual o que acontece é que fazemos um sorriso <em>natural</em> entre inalações.</p>
<p>Porque é que as mulheres fazem uma cara séria quando <em>inalam</em>? Bem, depende de imensas coisas. Para os fetichistas da arte de fumar, o acto de <em>chupar</em> tem uma conotação com as fixações orais — logo, uma inalação muito profunda é erótica, pelo que chupar as bochechas é visto como «desejável». E, claro, fazendo isso é difícil sorrir <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>O que é definitivamente proibido é manter um ar sério, com olhos arregalados, entre as exalações. Lembre-se de que é suposto estar a <em>apreciar</em> o cigarro, e todas nós <em>sorrimos</em> quando apreciamos alguma coisa. Os homens, pelo contrário, não ligam muito à questão do «apreciar», por isso mantém-se sérios. Aliás, em geral, devemos estar sempre a sorrir — mesmo que seja um sorriso fugidio — quando fumamos sozinhas, não apenas quando estamos acompanhadas (nem que seja porque é um bom treino: relembramo-nos de que estamos a <em>apreciar</em> o acto de fumar). Para uma fetichista, fumar não é apenas um «vício sujo»: é, acima de tudo, <em>puro prazer</em>. Por isso mostre esse prazer que sente com um sorriso!</p>
<h3>Pendendo («<em>Dangling</em>»)</h3>
<p>Claro que as regras existem para serem quebradas (como iremos ver mais tarde). Mas primeiro vamos ver a técnica de <em>pender o cigarro</em> (em inglês, tem o nome técnico de <em>«dangling»</em> — porque o fetichismo da arte de fumar tem as suas técnicas e os seus nomes próprios!). Isto é difícil de fazer com uma boquilha de fantasia muito longa, por isso recomendo vivamente que se treine primeiro com uma boquilha de uso diário (ou seja, que meça entre 7 e 12 cm, mais ou menos). Eis o truque: <em>estraga-se completamente o efeito se os lábios estiverem tensos e comprimidos numa linha fina</em>, como acontece se se fizer muita força para agarrar a boquilha e/ou o cigarro. Em vez disso, mantenha o controlo total da boquilha agarrando a ponta com os <em>dentes</em>, e <em>entreabra os lábios</em>. Entreabrir os lábios é sempre sensual, mas não é preciso exagerar: basta abri-los o suficiente para que se possa exalar correctamente o fumo. Dado que quando se tem a boquilha pendente, esta tende a apontar para baixo, compensa-se exalando para cima (o que pode requerer alguma prática). Obviamente que se podem quebrar estas regras todas quando se tem a boquilha pendente e mesmo assim obter um bom efeito&#8230; mas em caso de dúvida, entreabra os lábios, pois lábios tensos e comprimidos <em>nunca</em> são sexy. Nem mesmo se tiver a sorte de ter lábios carnudos e sensuais.</p>
<p>É possível também segurar a boquilha com os dentes e apontá-la <em>para cima</em> — o que era muito frequente nos anos 20 e 30 do séc. XX — mas deve praticar isto com cuidado para que o aspecto geral não fique demasiado severo e «agressivo», pois é essa a impressão que irá transmitir. Talvez consiga compensar parcialmente esta severidade com um sorriso. Lembre-se que, especialmente para as crossdressers, estamos a tentar <em>suavizar</em> a nossa imagem, não torná-la ainda mais severa. Para os restantes fetichistas da arte de fumar, iremos sempre parecer «poderosas», mesmo que não tenhamos a intenção de fumar de uma forma «poderosa» ou «agressiva». Este é o truque da sensualidade feminina: a suavidade, bem conseguida, é poderosa em si mesma, e não requer «melhoramentos» adicionais.</p>
<h3>Deitando cinza no cinzeiro</h3>
<p>O meu vídeo infelizmente não mostra muito bem este último ponto, o de largar cinza no cinzeiro. A forma feminina de o fazer é dar umas pancadinhas curtas na boquilha e no cigarro <em>ao longo do seu eixo</em> (e não <em>perpendicular ao eixo</em>, que é o que os homens fazem). A ideia aqui é que tentamos imaginar a boquilha e o cigarro como uma extensão dos nossos próprios dedos. <em>Gostamos</em> de dedos compridos e delgados. Gostamos de unhas compridas. Da mesma forma, também gostamos de cigarros e boquilhas que prolonguem essa linha comprida imaginária ao longo do eixo dos dedos. Essa é outra razão pela qual as mulheres seguram o cigarro com dedos esticados e o apontam num ângulo ascendente: é para reforçar a linha imaginária que se prolonga na continuação dos dedos.</p>
<p>Também é por isso que evitamos fumar com as mãos fechadas num punho. Tentamos ter os dedos sempre estendidos, mesmo os que não estão a segurar no cigarro. Queremos encorajar a ilusão de que tudo na nossa mão é delgado e comprido. Obviamente que vai haver alturas em que vamos mesmo ter de segurar o cigarro fazendo um ângulo, mas podemos lembrarmo-nos de tornar esse ângulo o mais pequeno possível. Os homens, pelo contrário, fumam sempre com o cigarro num ângulo recto em relação aos seus dedos, e frequentemente fecham a mão (com os dedos praticamente a tocar na palma da mão). Queremos evitar estas posições tipicamente masculinas.</p>
<h3>Quebrando as regras</h3>
<p>É evidente que estar sempre a seguir as regras não tem piadinha nenhuma; cada uma de nós tem a sua própria personalidade e gostamos de mostrar que somos independentes <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Isso é bom! Mas o que eu recomendo é que se treine primeiro segundo as regras antes de se começar a quebrá-las.</p>
<p>Se alguma vez aprendeu danças de salão (eu passei por isso na minha adolescência), talvez se lembre de que, a início, há uma série de «passos básicos» a aprender. Depois aprendem-se os passos mais avançados, e, finalmente, somos encorajadas a improvisar, que é justamente o que fazem depois os dançarinos profissionais. Se for como eu, se calhar já se esqueceu de tudo o que aprendeu nas aulas — excepto justamente os passos básicos <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Mas eu sei que se voltasse às aulas, lembrar-me-ia imediatamente dos passos básicos, e conseguiria familiarizar-me suficientemente depressa com os restantes, com pouco treino, o que é natural: os passos básicos são a «base» da dança, com os quais «nunca ficaremos mal» — pelo contrário, conseguiremos sempre dar a ideia de que sabemos dançar. Talvez não sejamos aplaudidas como grandes dançarinas, mas pelo menos não iremos passar pela vergonha de não saber dançar.</p>
<p>Na arte de fumar, o mesmo se passa: uma vez tendo dominado as técnicas de base, então chega a altura de nos «exibirmos» quebrando as regras. As mulheres biológicas têm aqui uma enorme vantagem: não faz grande diferença se fumam de uma forma «esquisita», porque serão sempre vistas como mulheres, mesmo que fumem como homens. Poderão parecer pouco elegantes, mas é o pior que lhes acontece. Para nós, crossdressers, a situação é mais complicada: se «transgredirmos» as regras da arte de fumar de forma feminina, vamos apenas mostrar mais o nosso lado masculino, pois quase de certeza que iremos passar a «fumar à homem», dado que é a forma a que estamos mais habituadas (com a excepção das poucas crossdressers que só fumam quando estão vestidas de mulher: estas só precisam de aprender um único conjunto de regras, as femininas!).</p>
<p>A primeira regra que pode ser quebrada é simples: <em>sorria durante todo o tempo</em>. Isto normalmente implica um sorriso malicioso, maroto, ou sensual — o que requer o seu treino também, para parecer natural — mas significa que podemos manter esse tipo de sorriso malandreco durante todo o tempo em que estamos a fumar. Esta técnica é usada (ou era, na altura em que fumar era mais tolerado socialmente) como «técnica de engate» — é por isso que os websites de fetichistas da arte de fumar mostram esta técnica com tanta frequência, em que o sorriso maroto vai intensificar o erotismo da experiência.</p>
<p>O inverso, <em>não sorrir</em>, é muito mais difícil de conseguir, embora se vejam muitas modelos profissionais nos filmes de fetichismo da arte de fumar que fazem isso mesmo. Mas a verdade é que estas modelos têm corpos absolutamente fabulosos, pelo que os espectadores vão estar a olhar para praticamente todo o lado com delícia, e a ausência de um sorriso dá-lhes um ar ainda mais «poderoso». Por outro lado, para quem não seja particularmente atraente (ou meramente uma crossdresser&#8230;), a ausência de um sorriso vai torná-la simplesmente <em>horrível</em>. Sei disso por experiência própria: nos meus vídeos mais antigos, tentava criar um ar sério e sexy, e isso pura e simplesmente não resultava e tinha um aspecto <em>horrível</em>. (Acabei mesmo por apagar esses vídeos porque já não os conseguia suportar mais&#8230;). Porquê? Porque 90% do que observamos no rosto das pessoas é o seu sorriso, os olhos, e o cabelo. Entre estes, estranhamente é o sorriso que atrai mais a atenção. Quando tenho um ar sério, sou apenas um homem com uma peruca, fazendo uma triste figura. Quando sorrio, as pessoas começam a ter dúvidas. Isto é porque, em geral, as mulheres estão a sorrir <em>na maior parte do tempo</em> (bem, menos nos filmes pornográficos&#8230;) quando estão num ambiente público à conversa. Os seus sorrisos podem ser tímidos, sensuais, ou expansivos e atraentes — mas estarão sempre a sorrir. Os homens, pelo contrário, normalmente só sorriem quando estão bêbados ou depois de terem tido sexo <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> — bem, pronto, também sorriem em circunstâncias excepcionais, claro, mas é mais raro. Seja como for, procure estar a sorrir todo o tempo (mesmo que ninguém a esteja a observar!), e, se possível, mostre os dentes!</p>
<p>Uma alternativa é apenas sorrir com os lábios ligeiramente entreabertos, que é algo que um homem nunca fará (ou, se o fizer, ninguém lhe irá prestar atenção). Pode-se conseguir um excelente aspecto, muito sedutor, apenas com os lábios entreabertos — mas é preciso realmente ter lábios mesmo carnudos e sensuais, ou então o sorriso torna-se num «esgar» e vai estragar todo o efeito. Eu tenho sorte, pois os meus lábios são realmente muito femininos, mas mesmo assim não me é fácil entreabrir os lábios de forma a conseguir um bom efeito — requer mesmo muita prática para acertar com a forma correcta de o fazer.</p>
<p>Também é possível quebrar a regra do cigarro a apontar para cima&#8230; por exemplo, pode ser mantido numa posição horizontal, o que irá funcionar bem, desde que os dedos estejam bem esticados. Segurar o cigarro numa posição descendente é que já é mais difícil, embora muitas actrizes e modelos dos anos 50 o conseguissem fazer bem. Por outro lado, nessa altura estava na moda as mulheres serem tão curvilíneas (ao contrário das modelos de hoje em dia, que são magrinhas e completamente direitas) que o efeito de fazer um ângulo mais pronunciado com um cigarro até iria complementar o efeito. Por exemplo, até a Greta Garbo fazia poses segurando o cigarro apontado para baixo. Mas estamos a falar de uma das mulheres mais belas do século XX, por isso é que as imagens ficavam tão boas <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Para nós, crossdressers ou mulheres biológicas, este tipo de pose é muito mais complicado de conseguir com um bom aspecto final.</p>
<p>Mas como já mencionei anteriormente, o efeito de deixar a boquilha pender da boca é uma excepção: a gravidade vai puxar o peso da boquilha para baixo, dado que os dentes apenas seguram a ponta da mesma, muito longe do ponto de equilíbrio. Claro que se pode «trincar» na boquilha com força e <em>forçar</em> a boquilha para cima, mas, como disse, este tipo de pose «poderosa» requer muita tensão muscular nos maxilares, e, embora seja apropriado para um certo tipo de ambientes (por exemplo, num cenário dominante/submissivo), mesmo um sorriso será sempre forçado, ou pelo menos projectará uma ideia de <em>força</em> (e não de suavidade). Entre os anos 30 e 50 do séc. XX, as mulheres que usavam boquilhas de fantasia até exageravam o ângulo descendente das boquilhas, e isto funcionava bem, mesmo sem sorriso. Como iremos ver num futuro tutorial (sobre a utilização de boquilhas de fantasia), é na realidade mesmo muito difícil manter uma boquilha de fantasia pendente na horizontal, porque pura e simplesmente é pesada demais.</p>
<p>Já que falamos em boquilhas&#8230; porquê usar uma boquilha? Muitos dos meus fãs estão sempre a protestar que não gostam das minhas boquilhas, porque uma das coisas que os excita é ver as marcas de batom num cigarro todo branco (na realidade, as boquilhas também ficam marcadas com batom, mas não se nota numa boquilha <em>preta</em>). Bem, para mim há três razões <em>lógicas</em> para usar uma boquilha (e uma quarta razão que é pura e simplesmente eu <em>adorá-las</em>!). A primeira razão é que as boquilhas de uso diário têm um <em>filtro de alcatrão</em>, que pelo menos irá evitar que muito do alcatrão contido no cigarro entre nos pulmões; é quando se substitui este filtro (que eu faço todos os dias) que ficamos mesmo chocadas ao ver a quantidade incrível de alcatrão que é depositado todos os dias nos nossos pulmões! O filtro não remove o <em>sabor</em>, apenas evita que entre tanto alcatrão nos pulmões (que é onde estão a maioria dos químicos altamente tóxicos). A segunda razão é evitar as manchas de nicotina nos dedos (que foi a minha razão principal para usar boquilhas desde os meus 15 anos; podia disfarçar o mau hálito com pastilhas ou lavagem dos dentes, mas seria difícil explicar aos meus pais as manchas de nicotina nos dedos). Nem toda a gente fica com manchas de nicotina nos dedos (depende do tipo de pele), mas de qualquer das formas os dedos não ficarão a cheirar tanto a tabaco se se usar uma boquilha. E a terceira razão é que não vai fumo para os olhos quando temos a boquilha entre os lábios. Estas três razões são geralmente suficientes para que as boquilhas sejam usadas por fumadores, sejam eles homens ou mulheres.</p>
<p>Para as mulheres, a boquilha está associada a um passado nostálgico, quando a arte de fumar era algo de glamoroso, e além disso irá realçar ainda mais a tal «linha longa imaginária» que prolonga os dedos, muito mais do que um cigarro (mesmo um cigarro comprido) — pois, enfim, a boquilha vai ser sempre mais comprida ainda. «Longo» e «comprido» são palavras que também associamos a «magro» e «elegante», que, por sua vez, são associadas a tudo o que seja feminino. É assim que a nossa mente funciona. Mas estas são realmente razões puramente emocionais. Como hoje em dia já não é moda usar boquilhas no dia-a-dia, muitas pessoas evitarão por isso usá-las. Aqui em Portugal, nos últimos 27 anos em que fumei todos os dias com uma boquilha, até hoje só vi duas pessoas a usarem-nas em público; curiosamente ambas eram homens, e até agora nunca vi nenhuma <em>mulher</em> a usar uma boquilha em público. Às vezes vêem-se mulheres a usar aqueles pequenos filtros transparentes que têm menos de 1 cm de comprimento e que tecnicamente são boquilhas ultra-curtas, mas é o máximo que tenho visto por aí. Fumar com uma boquilha é uma arte que está a morrer!</p>
<p>Chega por hoje! Espero que se tenha divertido com o vídeo e com o texto <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Prometo fazer mais tutoriais; para o próximo, irei abordar algumas técnicas específicas para fetichistas da arte de fumar, coisa que uma mulher provavelmente <em>nunca</em> fará em público, a não ser que esteja sozinha num bar e à procura de um parceiro <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> À excepção de anéis de fumo, que não sei fazer, tentarei pelo menos demonstrar como se fazem inalações à francesa (<em>French inhales</em>), exalações pelo nariz, e outras técnicas que não têm nome em português. Se tiver oportunidade também irei demonstrar a técnica especial para segurar uma boquilha de fantasia. Todas estas técnicas, como disse, são mais apropriadas para os fetichistas da arte de fumar, enquanto que neste vídeo preferi demonstrar técnicas quotidianas da arte de fumar em público. Também se aplicam mesmo que odeie boquilhas e não as queira usar.</p>
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<p><small><em>Este vídeo também está disponível no <a href="http://blip.tv/sandra-m-lopes/holder-smoking-tutorial-1-5928398">Blip.TV</a> ou no <a href="http://itunes.apple.com/us/podcast/sandra-m.-lopes/id306797325#">iTunes</a>.</em></small></p>
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